A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina.
Acho que o verdadeiro ciclo de vida está todo de trás para a frente.
Nós deveríamos morrer primeiro, para nos livrar logo disso.
Depois viver num lar de terceira idade, até ser corrido de lá para fora por estar muito novo.
Receber um relógio de ouro e ir trabalhar. Então trabalha-se 40 anos até ficar novo o suficiente para poder aproveitar sua reforma.
Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas prepara-se para a faculdade.
Depois você vai para o colégio, tem várias namoradas, torna-se criança, não tem nenhuma responsabilidade, torna-se um bebezinho de colo, volta para o útero da mãe e passa os últimos nove meses de vida flutuando...e termina tudo com um óptimo orgasmo !!! Não seria perfeito?
segunda-feira, 16 de janeiro de 2006
quarta-feira, 4 de janeiro de 2006
Um pouco sobre Cavaco...
'Se Cavaco fosse de direita - direita mesmo - talvez o homem merecesse um pouco mais de atenção. Mas a direita tem dado à pátria coisa pouco digna de respeito.'
'Cavaco é a direita de Boliqueime. Um misto de adoração a Nossa Senhora de Fátima, fé no euromilhões, peregrinação ao hipermercado e carro de alta cilindrada pago a prestações a armar em poupança'
'O cavaquismo deu a este povo a ideia do pelotão da frente, do crédito fácil, das obras faraónicas, dos ganhos na bolsa. A ideia de que tudo podia acontecer rápido, sem mácula, em ponto grande e com muitas assoalhadas. No fundo, ficámos todos mais endividados, mas com o rei na barriga'
'Com Cavaco, não esteve em causa, sequer, a discussão de uma ideia de futuro, a ideia de um País. A Europa nunca financiou ideias e as que por cá havia foram diligentemente votadas ao esquecimento em favor do crescimento e do «pogresso»'
Presidente - Treinador...
'Há metáforas que valem todo um programa. Na sua muito discutida entrevista ao Jornal de Notícias, Cavaco Silva utilizou a imagem desportiva do "treinador" para se referir ao papel do Presidente da República'
'Até agora, a referência consensual do papel presidencial entre nós era a de "árbitro" - também ela oriunda do foro desportivo -, sendo essa uma excelente representação do "poder moderador" do Presidente no nosso sitema constitucional. Neste contexto, a substituição da imagem do árbitro pela de treinador só pode ter o propósito deliberado de marcar uma substancial diferença de concepção do sentido e âmbito da intervenção presidencial. O árbitro é necessariamente exterior ao desempenho dos agentes do "jogo político", competindo-lhe designadamente regular de forma imparcial, super partes, as relações entre eles (designadamente a maioria e as oposições) e sancionar os seus excessos. O treinador é quem forma a equipa, quem a orienta, quem define a sua estratégia e dispõe sobre a sua táctica em cada momento. Nada mais diferente do que esses dois papéis. A principal diferença é que o árbitro não joga nem toma partido'
'O que porém fica claro é que na metáfora do "treinador" cabe tudo e mais alguma coisa. E, por menos exuberante que seja o treinador, a sua vocação natural é mandar na "equipa", ou seja, no Governo. O facto de tal concepção não ter o mínimo apoio constitucinal (pelo contrário) não parece apoquentar os defensores dessa tese. Pretendendo legitimar esse entendimento extremista dos poderes presidenciais, os seus autores atacam a posição dos que supostamente defendem que o Presidente "nada pode fazer", num maniqueísmo que tem tanto de errado como de demagógico e populista, jogando subliminarmente com o suposto "senso comum" de que o Presidente tem de "mandar alguma coisa"'
'É por isso que a figura do Presidente assenta essencialmente na confiança que o eleito possa inspirar quanto ao respeito pelas normas e pelos princípios que regem a função presidencial, onde não cabe de modo algum a figura do "Presidente-treinador". Do que se precisa em Belém é de um Presidente-garante e não de um Presidente-governante.
Transparesse que há candidatos que se julgam em eleições substancialmente diferentes...
Transparesse que há candidatos que se julgam em eleições substancialmente diferentes...
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